Eu estava na esquina da escola, indo para minha casa, quando vi Nathaniel falando no telefone, ele parecia com medo.
- S-sim pai, estou indo.
Ele estava falando com seu pai, acho que a Ambre entregou ele DENOVO! Descido segui-lo para ver oque está acontecendo. Eu parecia um espiã, ele não percebia minha presença. Depois de um tempo, chegamos na casa dele. Para que ninguém me visse me escondi nos arbustos, eles estavam conversando.
- Oi irmãozinho.
Disse Ambre com um sorriso sarcástico.
- Desculpe filho, eu tentei. Mas quando vi ela já havia dito ao seu pai.
- Tudo bem mãe.
Disse Nathaniel desanimado.
- Ele está te esperando.
Todos entraram na casa enclusive Nath, eu estava assustada, mais eu faço tudo por meu namorado. Entrei na casa, desta vez como um ninja. A mãe de Nath deu-lhe um abraço e começou a chorar.
- Desculpe filho...
Ela desfez o abraço e o foi embora com Ambre. Ele estava em frente a um quarto escuro com maçaneta de caveira. Engoliu seco, e abriu a porta. A sala era vermelha, sem janelas e com brinquedos de tortura. Parecia o laboratório de um cientista Maluco. O pai de Nath o chamou.
- Venha.
Ele foi andando, lentamente, com medo. E eu só espiando. O pai começou a andar ao redor dele.
- Ambre me contou que você beijou uma garota. Enquanto deveria estar ajudando uma novata. Não foi?
- E-eu não...
- NÃO FOI NATHANIEL!
- Foi...
O pai dele começou a rasgar sua camisa branca social. Vendo as marcas roxas em suas costas.
- Ham, ainda estão aqui, como as deixei. Agora você vai aprender um lição.
Pegou o chicote de couro de touro e começou a chicotea-lo gritando.
- NUNCA MAIS BEIJE UMA GAROTA ENTENDEU! CUIDE DE SEU TRABALHO REPRESENTANTE!
Nathaniel começou a gritar de dor, suas costas estavam sangrando. Eu comecei a chorar baixinho. Quando senti alguém pegar no meu ombro. Era a Ambre, passando um pano na minha boca e me fazendo desmaiar.
- Boa Noite, pequena intrometida!
Acordei em uma cadeira com apenas faixas como roupas, que estavam enroladas em minhas partes íntimas. E com as mãos presas na cadeira, comecei a gritar, até que um homem estranho apareceu nas escuras com uma roupa estranha.
- Olá, garotinha. Você deve ser a " Docete" que Nathaniel tanto gosta. E você também deve gostar dele. Que tão velo pela ultima vez?
Ambre apareceu empurrando Nathaniel, que estava amarrado na cadeira, desmaiado, cheio de ferimentos com apenas suas calças como roupa.
- Nathaniel!
- Surpresa? Saiba que é assim que ele fica quando volta de casa, após te ver.
Comecei a chorar.
- Nathaniel, desculpe... Por favor me perdoa...
Nathaniel estava acordando, mas com dificuldade.
- Por favor! Deixe-no em paz!
- Não, ele é meu filho, e você é apenas uma fedelha que entrou na vida dele para atrapalhar os estudos dele.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
- Isso não tem nada haver com estudo! Eu o amo!
- Amor é apenas um sentimento nada de especial.
Nathaniel conseguiu abrir os olhos e me viu chorando. Mesmo ter estado desacordado ouviu a conversa e respondeu.
- Não! Pode ser um sentimento, mas é o mais forte e é oque eu sinto por Docete!
- Cale a Boca filho engrato!
- Não fale assim de nosso filho!
Disse a mãe de Nath, entrando no quarto com a polícia.
- Peguem aquele homem!
- Sim senhora.
Disse o guarda correndo para cima do pai de Nath. Ambre com medo de ir para o internato fugiu, e nunca mais a vimos. Fomos soltos, dei um grande abraço em Nath, chorando.
- Nathaniel... Desculpe eu ter sido intrometida. Mas eu não aguentava mais velo triste.
- Tudo bem... Se não fosse você ainda eu estaria sofrendo.
Comecei a beija-lo.
No dia seguinte tudo voltou ao normal, menos o fato de os policiais não terem encontrado Ambre.

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